PERFECT ILLUSION NÃO É O QUE VOCÊ ESPERAVA, E ISSO É BOM!


CRISTO ESTÁ ENTRE NÓS. Depois de um tempo o qual não conseguimos sequer contabilizar de tanta espera, eis que, numa perfeita ilusão (nos desculpem o trocadilho) a deusa-mor do pop retorno. E se você esperava um bate-cabelo à la "The Fame" você vai ter que segurar todas as marimbas do mundo porque o resultado desses três anos de espera é exatamente tudo de diferente que poderíamos imaginar - e quando se fala isso sobre Lady Gaga, ruim é que não pode ser.

De 2013 até aqui, muita coisa aconteceu. O experimentalismo de "ARTPOP" acabou colhendo mais tropeços do que os - muitos - méritos que o álbum têm. Gaga precisou inverter a jogada quando toda a mídia estava no seu pé, e das manchetes de "Lady Gaga está acabada" o que acabamos presenciando foi uma das reinvenções mais interessantes de uma artista pop dos últimos tempos - como esquecer aquele Oscar maravilhoso, hein?

Mas o que as manas queriam saber mesmo não era sobre o próximo álbum jazz com Tony Bennett, ou a próxima temporada de American Horror Story; o jogo que essa garota estava fazendo com a gente era de saber quando e como estaríamos de volta às pistas ao som do pop que só essa ítalo-americana sabe fazer?!

E foi de mãozinhas dadas com Mark Ronson (que está produzindo o quinto álbum de estúdio da moça), BloodPop e Kevin Parker (sim, do Tame Impala) que Lady Gaga voltou para acabar com a sua vida através de "Perfect Illusion". Com certeza não se parece com nada do que você esperava dela - nada de "Just Dance", "Bad Romance", "Born This Way" e "Applause" - mas isso é muito bom! Se você parar para pensar, nenhuma das músicas citadas têm algo em comum que não seja a autora que se entrega de uma forma diferente em cada uma das faixas.

Você até pode achar três minutos muito pouco para um retorno, mas mais uma vez, Lady Gaga não sairá da sua cabeça tão sendo. "It wasn't love, it wasn't love, it was a perfect illusion"...


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